Um Post do que Aconteceu até o dia 11 de Abril
Por favor, diga 'Travessuras'
Mais uma fala que merece um comentário sobre o assunto:
“Eu terminei com ela porque se o pastor da Igreja descobrisse que eu estava namorando uma menina que não é da minha religião eu não poderia mais cantar no coral.”
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Um minuto para que eu possa vomitar.
Como é que você deixa a pobre moça em banho-maria por mó tempão e quando as coisas finalmente começam a rolar entre vocês, tu faz isso com ela??? Ela deveria te fuzilar, pô!
Outra coisa que a criatura em questão falou e me irritou:
Eu ia fazer concurso no dia seguinte e, como resposta ao comentário, a criatura falou:
“-Claro que tu vai passar, porque assim tu vai poder patrocinar nossas saídas.”
Olha, é uma coisa a gente sair e eu pagar pra você, você pagar para mim... Só que a coisa não tem funcionado assim, não é verdade? Ultimamente que tem que gastar é eu!
Poxa, eu não trabalho. Eu tenho contas para pagar.
Uma vez fomos ao cinema e no dia anterior ao marcado eu disse:
“- Tenho duas entradas. Vou pagar para alguém e esse alguém paga minha pipoca e refrigerante porque o dinheiro que eu tenho aqui, não o posso gastar.”
Ai no outro dia, você sabendo que eu tinha duas entradas, não levou nada, nem um real. Pegou minha entrada porque sabia que eu não deixaria você de fora e ainda pegou dinheiro de outra pessoa pra pipoca e refrigerante. Sério. Acabei gastando o dinheiro da minha mãe. Isso não foi legal.
Mas não parou.
“-Nós devíamos ir para um local mais refinado; fazer disso nossa tradição: Ir para um café, num local mais reservado, só nós três e conversar sobre a nossa semana, falar o que a gente sente.”
1° TRÊS PALAVRAS: Local Mais Refinado.
Wow. Que coisa mais burguesa. Elitista. Eu sou estudante; não trabalho. Saio nos fins de semana com a grana que consigo com meus pais. Você nem trabalha e nem estuda. O que você acha que somos? A nata da sociedade sobralense? Não sou nem faço questão de ser.
2°DUAS PALAVRAS: Nossa Tradição
Chapinha, é o seguinte, não tenho nada contra tradições. Elas são legais; saca? Só que eu já falei: eu quero sair pra ver gente. Nós somos amigos, não precisamos ‘discutir a relação’. Eu quero olhar para prováveis futuros ex-namorados.
Quero rir. Não me preocupar. Quando estou com meus amigos eu quero minha válvula de escape, minha Avalon. Se você tem problemas, vamos conversar em casa sobre eles, droga! Eu tenho problemas também, mas não jogo em cima de você. Quando eu preciso de você a gente conversa outra hora.
No meu fim de semana eu quero mais é me divertir.
E sobre tradição... Eu não ligo da gente ter um dia só para os amigos, mas olha; primeiro: tradição é obrigação. Nós não temos condições de manter uma obrigação. Nós não somos independentes, ok? Segundo: estando com meus amigos, qualquer lugar se torna ‘o’ lugar. Não são necessários locais específicos. Terceiro: pra que esse lance tão zen? Temos dezoito anos e vivemos em um perfeito mundo capitalista; vamos dar graças a Deus e aproveitá-lo, já que podemos.
Cuidado com a arrogância.
Estava eu no Arco quando alguém falou para mim:
“-Eu não gosto daqui. É tão cheio de pessoas.”
Até ai tudo bem, se não fosse o tom com que a criatura falou ‘pessoas’. Parecia até que nós éramos um ser superior. Fala sério!
Tudo bem, o Arco é lotado, eu sei. Quem liga? Estamos na nossa melhor idade, poxa! Eu quero sair pra ver pessoas. Ver pessoas desagradáveis é uma conseqüência do fato. Apenas ignore-as e seja feliz!
Ignore-as principalmente pelo fato de que as pessoas inoportunas encaram a mim, não a você! Se eu que sou a ‘vitima’ não me incomodo; por que logo você vai se importar?
Continua...
Existe uma medida para pensamentos? Porque se existe, não conheço. É automático. Simplesmente penso, divago, pressuponho, formulo teorias e invento o que eu não conseguir deduzir.
Você me diz que está feliz.
Eu te conheço e posso imaginar pelo menos três motivos, muito prováveis, que te deixariam feliz. Dois deles eu consigo confirmar – ou não – com meus contatos, logo sobra um terceiro que – quase com certeza – é o certo.
Esse terceiro foi o primeiro que pensei, logo, te conheço bem demais.
Essas divagações estão cada vez mais vagas... Preciso de chocolate.
Por que não digo que sou completamente feliz? Eu sei que sou; não cem por cento, mas, por certo, feliz.Eu acho que é meio que uma superstição. Duas vezes eu disse: sou plenamente feliz, e duas vezes minha vida girou cento e oitenta graus como se fosse para provar que a felicidade é passageira.
Isso aconteceu para provar também que não sou tão dona do meu destino quanto gosto de pensar que sou. Tem certas coisas que simplesmente não posso mudar. Eu posso tentar mudá-las, coagir, mentir, manipular, posso até – por vez ou outra – conseguir que tais coisas sejam da maneira que quero, mas existem coisas que simplesmente não mudam.
Como disse, tem pessoas – a maioria – que só conseguem perceber o quão são felizes quando aquele tempo já passou. Eu não.
Eu curto meu momento, faço o possível para que ele seja feliz e – ao olhar para trás – possa dizer com toda a certeza e com aquela saudade boa, de quem sabia que estava em seu momento, e pensar no que fiz para ser feliz naquela época.
‘Quem é você? O que faz você ser quem você é? O que você faz? O que fez? O que vai fazer? De onde você é? Pra onde você vai?’
Normalmente eu digo que isso é coisa de quem não tem o que fazer; de quem não sabe o que quer da vida; mas, bem lá no fundo, eu sei que não é.
Crises assim aparecem no momento em que estamos mais frágeis, em que tudo está desmoronando ao nosso redor; afinal, é nesses momentos em que sempre temos a ‘brilhante’ idéia de rever todas as nossas decisões; nossos ideais; rever-nos.
É nesse momento que achamos que tudo o que fizemos resultou em nenhuma merda – ou, para variar – merda nenhuma. Que erramos em tudo.
E também é nesse momento em que devemos nos lembrar de que essas mesmas ‘merdas’ foram as coisas mais incríveis, divertidas e impagáveis que já fizemos.
São essas merdas que fazem os pequenos detalhes tornarem-se essenciais, que deram sentido a nossa vida e, com isso, levantar a cabeça e dizer: “Eu fiz merda, mas pelo menos eu fiz alguma coisa. Eu me diverti. Eu fiz valer à pena cada momento.”
Não devemos ficar pensando no ‘e se... ? ’ pois isso já não cabe a nós.
Obs: a seguinte conversa teve lugar durante a aula de Português Instrumental no dia 30 de dezembro de 2009:~> ‘E você não é feliz?’
“E quem realmente sabe quando é feliz? Normalmente as pessoas olham para trás e pensam: eu fui feliz. Por isso eu apenas digo que curto o momento, que me sinto contente com o que se passa.”
~>’Você pensa demais. ’
“E no que isso é negativo?”
~>’Pensar demais faz com que as pessoas desencadeiem crises existenciais.
“Oo”