Por favor, diga 'Travessuras'

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Enquanto eu respirar...


Eu vou ver erros onde não tem
Escreverei poesias que ficaram apenas em meus cadernos
Cujos destinatários nunca saberão
Cujo conteúdo não será revelado
Porque enquanto eu respirar
Prefiro continuar distante

Ficou para trás tudo aquilo o que já não me acompanha
E os versos meus, são tão seus
De cada um e de nenhum
Tão bem guardados quanto às verdadeiras intenções

Prefiro continuar distante
Bem mais do que o tempo para que os outros entendam
A melancolia que me acompanha

Somente enquanto eu respirar
Os guardarei para mim
Os versos que eu fiz
E que não espero respostas
Mais me vale ter minhas piadas tão privadas

Já não me importa o tempo que passou
Não importa o tempo que nós perdemos
Nunca vou saber o que você achou

É o motivo que me faz
Seguir adiante

Poema do Paulo

O IMPULSO

Extravasar o que tens demais
Um impulso alegre
Demonstrar o que não é capaz
Um impulso alegre
Projetar sem olhar para trás
Um impulso alegre
Embriagar-se num momento fugaz
Um impulso alegre

Discurso efusivo e dramático
Um impulso alegre
Compartilhar sem ser democrático
Um impulso alegre
Comer, beber, rir e cantar
Um impulso alegre
Vontade de estar em todo lugar
Um impulso alegre

Quando se acabam as preocupações
Um impulso alegre
E, de repente, também as desilusões
Um impulso alegre
Mas é tão efêmera sua chama
E seu prazo de validade
Comemoração íntima e silenciosa
Isso sim é felicidade!
 
 
Copiei porque  - na grande maioria do tempo- é assim que me sinto
Obg pela permissão
 
Galera, acessem  http://calicevertido.blogspot.com/  o

Você Aprende -William Shakespere

Depois de algum tempo você aprende a diferença... 

a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. 

E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. 

E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. 

E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. 

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. 

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. 
 
E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas  simplesmente não se importam... 
 
E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. 
 
Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. 
 
Descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destrui-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. 
 
Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. 
 
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. 
 
Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. 

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. 
 
Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. 
 
Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. 
 
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. 
 
Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde indo, qualquer caminho serve. 
 
Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. 

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. 

Aprende que paciência requer muita prática. 
 
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. 
 
Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. 
 
Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. 
 
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. 
 
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. 
 
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso. 
 
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. 
 
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. 
 
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. 
  
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. 
 
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. 
 
E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. 
 
E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! 
 
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.

Um Post de Luis Fernando Veríssimo

QUASE



Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase!


É o quase que me incomoda e me entristece que me mata trazendo tudo o que poderia ter sido e não foi.


Quem quase ganhou ainda joga, Quem quase passou ainda estuda, Quem quase amou não amou.


Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos nas chances que se perderam por medo, nas idéias que nunca saíram do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, ás vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna.


Ou melhor, não pergunto, contesto.


A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "bom dia" quase que sussurrados.


Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.


A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo traí.


Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor.


Sentir o nada mais não são se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.


O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.


Não é que a fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos apenas paciência.


Porém, preferir a derrota prévia a dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer.


Pros erros há perdão, pros fracassos, chance, pros amores impossíveis tempo.


De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma.


Um romance cujo o fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina o acomode, que o medo o impeça de tentar.


Desconfie do destino e acredite em você.


Gaste mais horas realizando do que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando por que.


Embora quem quase morreu esteja vivo, quem quase vive já morreu... .






Luis Fernando Veríssimo

Noite Fria



Nesta noite ainda não sonhei contigo. Diversas vezes julguei apenas fechar os olhos e, ao abri-los, mirava o relógio e descobria haver adormecido.


Apesar de não ter sonhado contigo é para tua pessoa que meu pensamento se volta quando acordo. Nesta noite que se estende à minha frente estás a me fazer imensa falta.


Ao mirar o teto acima de mim escuto o som do teu riso ecoar em minhas memórias. Baixinho, minha risada faz coro à tua em meio a esta noite escura.


Sozinha, sento em minha cama e ponho uma música baixinha a me embalar. Sozinha nesse quarto miro minhas mão. Pelas janelas abertos, desvio meu olhar para lua que está por detrás das árvores e tu faz-me falta.


É meia noite mais sessenta minutos. A iluminação que vez de fora me permite ver aquilo que preciso ver: tu não estás aqui.


Nesta noite que apenas está na metade fico a me perguntar onde andarás.


De nada adianta tentar não pensar quando pensar é tudo o que me resta. Olhar as estrelas me distrai, mas também me deixa entediada absurdamente rápido.


Os que ainda caminham pela rua em horário tão avançado são raros e monótonos. As árvores não oferecem melhor espetáculo.


O vento toca minha face e, em um gesto reflexivo, coloco meus cabelos para trás. A dor aguda da saudade retorna com a tua imagem a fazê-lo da mesma maneira.


Sentada à cabeceira dessa imensa cama meu olhar se fixa à parede defronte a mim. Ela oferece-me a mais fascinante distração, pois já não a vejo; encaro o palco em que se desenrola o teatro de minhas memórias.


Estavas tu com a cabeça sobre minhas pernas; estávamos ambos sob a sombra de uma árvore a rir. Como sinto falta da tua risada em esta noite fria.


Meus olhos ardem ao rever-nos. Rever-nos em um passado não tão distante e já inalcançável.


Apoio meu rosto em minha mão e suspiro. Será irremediavelmente longo o resto desta noite fria e solitária que ainda não terminou.

Amigos




Hoje fiz um amigo chorar. Não porque o machuquei, mas porque ele viu o quão quebrada eu estava.

Hoje fiz um amigo chorar, mas fiquei estupendamente feliz, pois só um amigo de verdade chora por te ver mal.

Hoje eu fiz um amigo doente cruzar meia cidade para me ver porque eu precisava dele; e ele veio com a certeza de que eu faria o mesmo por ele.

Hoje eu fiz um amigo doente rir, pois é impossível estar com os amigos e não sorrir; sentir aquela sensação de que este é o momento de ser você mesmo e falar as barbaridades que vêm a sua cabeça.

Hoje eu ri de um amigo que chorou por mim, pois é o que os amigos fazem quando te vêm para baixo: contam todo o repertório de piadas sem graça, e elas são tantas que acabem sendo hilárias.

Hoje eu ri com um amigo. Rimos de todo o mal que nos afligia, rimos dos transeuntes inocentes que passavam pelo nosso aguçado olhar-critico-fashion.

Hoje eu me lembrei de um amigo que há muito não via e aquela saudade bateu fundo.

Hoje eu sei que fiz um novo amigo.

Hoje eu reatei uma velha amizade.

Hoje eu e a lembrança dos meus amigos no meio da madrugada salvamos alguém muito importante de se afogar na própria dor.

Hoje eu não chorei, mas um amigo chorou por mim. Hoje eu ri e fiz um amigo rir. Hoje eu confidenciei e fui confidente. Hoje eu não paguei a conta da sorveteria pois já o tinha feito na outra semana.

Hoje eu tive mais uma vez a certeza de que, ao olhar para um amigo, poderia chamá-lo ”irmão”, de que ele jamais me daria às costas, de que ele se importava.

Hoje meu amigo reviveu uma terna parte de mim.



Olhos Castanhos

Por detrás destes olhos castanhos está toda a frustração de quem não consegue apenas esquecer; toda a dor acumulada; o sofrimento que não pode ser visto. Por detrás destes olhos castanhos estão todas as embranças de tempos que já não voltam; os risos que agora rareiam; os momentos de cumplicidade que tão rápido ficaram perdidos em um passado não muito distante.

Por detrás deste meio sorriso que brinca em meus lábios quando a nostalgia domina a parte racional do meu ser estão todas as coisas bonitas que já pensei em te dizer; todas as confidencias que nunca te fiz; todas as risadas que morreram antes mesmo de existir.

Neste meio sorriso triste que transparece em meu semblante estão todas as esperanças infundadas de alguém que já sangrou o bastante para saber o que é razão e ilusão.

Nos meus punhos cerrados junto ao meu corpo está a agonia de saber-te com alguém que não necessita de ti como eu.

Nestas palmas onde minhas unhas enterram-se a ponto de verter sangue está toda a vontade de fazer-te um carinho, e a raiva de por saber que tal ato já não me cabe.

E quando me abraço tenho uma vontade de te abraçar que julgo insana. Uma necessidade de estar com meus braços ao redor de ti e proteger-te de tudo.

E nesse mesmo abraço com o qual me rodeio está toda a cautela que uso para me proteger. Está eu mesma comigo nas horas que mais necessito de ti.

Nessas músicas que escuto estão todos os meus pensamentos mais secretos acerca de ti. Está toda a vontade infantil de que sofras como sofro ao te ver todos os dias e ter que conter meus atos...

E também o mais sincero desejo de que encontres alguém de quem gostes da maneira que gosto de ti e possa ser correspondido.

Na solidão do meu quarto há a vontade de lutar pelo que quero batendo de frente com a certeza de que tu és algo que eu nunca realmente tive.

Por detrás das atitudes tão bem pensadas (ou não), cínicas e agressivas, estão todo o medo de demonstrar o quão frágil me sinto por dentro, esgotada mentalmente pela luta interminável do meu dilema infrutífero.

Na minha mente está a comparação do que eras quando estavas comigo com quem és agora; agora que tu és esta pessoa que tão penosamente chamo apenas “amigo”... A doce ilusão de que rias mais quando estavas ao meu lado.

Nas lembranças está o conforto que entristece; a saudade dos teus braços me cercando, de poder encostar a cabeça em teu ombro, sentir o teu cheiro e crer que tudo está bem.

Meu reflexo no espelho apenas me mostra o nível de desespero quando olho meus olhos castanhos... Como se eu precisasse de algum lembrete!

Na escuridão que contemplo ao cerrar as pálpebras estão todas as lágrimas que ainda não consegui chorar, retidas pela promessa de que aquelas seriam as primeiras e únicas que verteriam por tua causa.

E por detrás destes olhos castanhos fica subtendido tudo aquilo que anseio por te contar e que você nunca vai saber.

Quando olhar para eles pode até perceber que algo aqui – dentro de mim – não está bem, pois estes olhos castanhos têm as sombras que prenunciam a tempestade; entretanto não conseguirás – de fato – decifrar.

E, se por acaso acontecer de me perguntares o que há, colocarei em minha face um meio-sorriso e murmurarei que “está tudo bem”, pois até tua amizade é importante demais para que eu abra mão, mesmo que isso cause mais uma cicatriz em meu interior.

Ao virares as costas, e baixarei minha face de modo que meus cabelos criem uma sombra sobre meus olhos castanhos onde já ocorre a tempestade. Deixarei que meus punhos caiam cerrados ladeando meu corpo.

Meu meio sorriso já não vai mais existir; os cantos dos meus lábios estarão tremendo, mesmo que nenhuma lágrima caia.

Tão logo eu consiga, sairei de perto de ti. Caminharei com meus fones ao máximo, impedindo-me de pensar, enquanto miro fixamente a lua.

Ao voltar a te ver, você cai olhar para mim e sorrir, e então eu terei mais uma vez a certeza de que não me importa quantas declarações eu receba, quantos me queiram, pois a eles eu não quero.

Deitada em minha cama horas depois contemplarei a escuridão e amaldiçoarei o destino por ter me dado a chance de saber como era estar ao teu lado para depois me tirar de lá e, detalhe por detalhe, reviverei cada lembrança nossa.

Mesmo após a Dama do Sono guiar-me até o País dos Sonhos, tu estarás lá, na minha ilusão perfeita ou no pesadelo tenebroso. E, ao acordar, me sentirei traída e ferida, pois, mais uma vez, estive contigo sem te ter.

Mais uma vez eu me encararei no espelho, mirando estes olhos castanhos tão cansados de sofrer; jogarei água fria em minha face e murmurarei para meu reflexo que “isso tudo um dia passará”.

E, ao voltar para minha cama, tentarei lutar contra a parte de mim que espera o dia em que possas corresponder meu sentimento e eu veja o que desejo no fundo dos teus olhos castanhos...