Divagação 01 - Crise Existencial




‘Quem é você? O que faz você ser quem você é? O que você faz? O que fez? O que vai fazer? De onde você é? Pra onde você vai?’

Normalmente eu digo que isso é coisa de quem não tem o que fazer; de quem não sabe o que quer da vida; mas, bem lá no fundo, eu sei que não é.

Crises assim aparecem no momento em que estamos mais frágeis, em que tudo está desmoronando ao nosso redor; afinal, é nesses momentos em que sempre temos a ‘brilhante’ idéia de rever todas as nossas decisões; nossos ideais; rever-nos.

É nesse momento que achamos que tudo o que fizemos resultou em nenhuma merda – ou, para variar – merda nenhuma. Que erramos em tudo.

E também é nesse momento em que devemos nos lembrar de que essas mesmas ‘merdas’ foram as coisas mais incríveis, divertidas e impagáveis que já fizemos.

São essas merdas que fazem os pequenos detalhes tornarem-se essenciais, que deram sentido a nossa vida e, com isso, levantar a cabeça e dizer: “Eu fiz merda, mas pelo menos eu fiz alguma coisa. Eu me diverti. Eu fiz valer à pena cada momento.”

Não devemos ficar pensando no ‘e se... ? ’ pois isso já não cabe a nós.