✘ Trick or Treat ?

Por favor, diga 'Travessuras'

NOSTALGIA


Ok ok
Milhares de ano sem postar e eu ainda não tenho nada que julgue parecido comigo.

Mas quem se importa?
Ninguém lê mesmo.
Nem eu tenho coragem de ler o que escrevo. Porque se eu ler, vou pensar “WTF? Não fui eu quem escreveu essa droga!”

Em todo caso, não escrevo pra ninguém. Aprendi a escrever apenas por mim. O fato de me dirigir a alguém é apenas uma técnica de comunicação que aprecio. Não me importo se alguém é ninguém ou se alguém é todo mundo.

Algumas coisas eu tenho simplesmente que escrever.
Se não vai ficar que nem refrão de musica brega, preso na cabeça ate que se ouça a música.

Então ponha o fone de ouvido e vamos ao som de One Winged Angel Rock Version, lembrando das cenas do game mais incrível de todos os tempos, marcou uma época feliz, e me faz sentir melhor só de escutá-la.

Final Fantasy 7 foi de antes do problema de saúde do meu pai, foi de antes do AVC da minha avó.  Era a época que eu ainda fazia a oitava serie – hoje nono ano – e estudava na sala mais divertida que tinha, com minha melhor amiga de infância. Foi antes dos quinze anos.

Bem antes do vestibular e da faculdade, antes do primeiro namorado, mas não antes da primeira decepção – que ainda hoje enche o saco no MSN. Será que não dá pra sacar que eu bloqueio quando estou online, R?

Na minha sala, as panelinhas eram formadas desde a época do jardim de infância – ou quase isso – e estávamos confortáveis com o fato. Era a época que me tinham como referencia de aluna modelo, mesmo que eu não estudasse porra nenhuma, sempre tirava notão. E sempre tinha razão nas discussões. Sempre tinha apoio dos professores, diretores ou qualquer uma dessas autoridades escolares. Porque na escola os professores sempre conhecem bem seus alunos, se importam com eles. Alguns até nos viram crescer.

E eu e meu irmão nos sentávamos em frente aquela TV meio antiga, antes que surgissem as LCD, ligávamos o PS1 e não tínhamos hora para sair dali. Nos fins de semana a TV nunca era desligada. Jogávamos em turnos para finalizar mais rápido, para evoluir personagens e resolver pluzzes. Em um mês jogávamos mãos de cem horas.

Hoje mal consigo parar duas em frente ao PS2, para tentar jogar FF X-2 – sim, aquele que parece o ídolos, com musica e dança.

A melhor amiga de infância está em outra cidade fazendo faculdade e o primeiro namorado veio e foi.

A primeira oportunidade de estagio ainda está presente, consome vinte horas da semana, a faculdade mais umas trinta. Os estudos fora da faculdade, mais dez. As noites de sono sempre começam mais tarde do que deviam e terminam mais cedo do que eu quero.

As saídas com os amigos quase não acontece mais. Os amigos em si estão todos espalhados por ai.
Aquela panelinha que cresceu junta...

Bem, alguns são capazes de não reconhecer os outros quando passam na rua. Alguns não em reconhecem. Apenas os mais especiais ficam tatuados na memória.

Mas eu me lembro deles, e é isso o que importa no fim.


Porque eu sempre vou poder colocar o fone de ouvido e reviver tudo aquilo. E nas férias, eu sei que vou me virar pro meu irmão e perguntar: “E aí? ‘Bora jogar?” 


Devaneio 01


É pressuposto que se saiba o que vai acontecer
Quando a mentira vai vir
Quando o erro vai aparecer

É pressuposto que as pessoas entendam o que os outros estão pensando
O que sentem
O que sabem
O que vão fazer

É pressuposto que você deva consertar o que ainda vai quebrar
Que você cuide do que ainda vai chegar
Que você engula o que vão te dar
Que você fale o que querem ouvir

Pressupõe-se uma pessoa viva
Um corpo que anda
Que fala
 Age
Que faz o que deve supostamente fazer

Enquanto eu respirar...


Eu vou ver erros onde não tem
Escreverei poesias que ficaram apenas em meus cadernos
Cujos destinatários nunca saberão
Cujo conteúdo não será revelado
Porque enquanto eu respirar
Prefiro continuar distante

Ficou para trás tudo aquilo o que já não me acompanha
E os versos meus, são tão seus
De cada um e de nenhum
Tão bem guardados quanto às verdadeiras intenções

Prefiro continuar distante
Bem mais do que o tempo para que os outros entendam
A melancolia que me acompanha

Somente enquanto eu respirar
Os guardarei para mim
Os versos que eu fiz
E que não espero respostas
Mais me vale ter minhas piadas tão privadas

Já não me importa o tempo que passou
Não importa o tempo que nós perdemos
Nunca vou saber o que você achou

É o motivo que me faz
Seguir adiante

Engenheiros, outras musicas, outros posts, outras eu.

Não consegui resistir aos complôs, e acabei me rendendo ao ato de escutar Engenheiros do Hawaií. Não que eu nunca tivesse ouvido antes, e ouvido compulsivamente, quero dizer, mas isso aconteceu há quase dez anos. Mudei né?

E quando eu escuto, me deparo que eu já não espero de ninguém mais do que educação.  Não espero mais do que atos cotidianos, não espero mais nada. E me deparo com essa imensa confusão que tenho; com essa frustração de não conseguir ler as pessoas, de não querer mais lê-las, como se não importasse mais. Acho que isso acontece porque não importa. Em algum momento aprendi. E...

Bem, sem melancolia aqui; como uma vez eu vi, o Inferno são os outros.

Já ouviu dizer que ficar olhando os ponteiros do relógio só faz com que o tempo passe mais devagar?  Isso quer dizer que as coisas são relativas, porque, se você se distrair com outras coisas, vai parecer que o tempo passou mais depressa, mas na verdade ele passou o tanto que deveria passar, nem mais nem menos. Não adianta se fixar nas coisas, se você pensa demais sobre um assunto, a espera se torna mais dolorosa que a certeza.

Com o tempo eu aprendi a não me deixar abater, eu aprendi que nem tudo que eu quero é tudo que eu posso ter.

Aprendi que sou quem posso ser, quem quero ser e o que devo ser.

E que dar socos em facas DOI pra caramba, deixa marcas – por vezes que não somem nunca – e, na maioria das vezes não da certo.

Sabe aquela porta que se fechou no meio do caminho? Não tem janela aberta. Você pode sorrir e fingir que não se importa para que ela se abra de novo, ou simplesmente meter o chute e pensar ‘ que se foda’. Qual você escolhe? Bem, partindo da teoria que não se pode fingir para sempre...

E eu mudei, mas ainda sou a mesma. Os calos são os mesmo; essa melancolia sem fim que tem saudade de tudo o que eu ainda não vi. O humor from hell, a risada, os olhares...

E o tempo me fez ver que você engorda, emagrece, engorda novamente, e faz tudo para emagrecer, ate loucuras.

E algumas loucuras servem, outras não. As mais prejudiciais sempre servem, fikaadika.

Daí vai pelo caminho mais difícil, mas fica feliz quando vê que velhas roupas cabem novamente.

E sabe aquela escolha que você fez errada há muito tempo atrás?

É, você pode ter a oportunidade de mudá-la. Mas também pode descobrir que a escolha que era certa antes, agora já não é, porque você mudou e a escolha não. O tempo que ela podia te fazer bem já passou.

E que mesmo que você se sinta estrangeiro, alguém que esta só na estação esperando que a vida passe por aqui e você possa pega-la, as pessoas que descem e sobem fazem com que a espera não seja tão ruim quanto olhar no relógio.

Se sentir um estranho em sua própria vida não é tão incomum, às vezes quem esta ao seu lado também se sente assim.

Amar e odiar e amar e odiar e amar de novo é um ciclo constante.

Chorar faz parte da vida, mas não faz com que isso seja menos humilhante para mim.

Sabe aquela historia que o que vale é o que a pessoa é e não o que ela aparente? A maior verdade, apenas quando a outra pessoa o bastante é inteligente para perceber isso.

E falando em inteligência, o tempo nos mostra o quando insistir numa coisa se mostra infrutífera, faz mais mal que bem, quando te machuco, quando te corroi, quando te deforma.

O tempo te mostra que amizades eternas às vezes terminam do nada, e outras antigas amizades que estavam predestinadas a morrer devido a distancia que aumenta todo dia está cada vez mais forte.
E esse post veio do nada mesmo, como você deve estar pensando, mas cada pedacinho desses foi escrito ao som de Engenheiros&outrasmusicas, foi escrita após a leitura de outros post, e a lembranças de pessoas presentes ou não.

Para que um tema central se posso escrever sobre tudo?

Até a próxima
XOXO

Maio 11


Ok, eu prometi a mim mesma que só escreveria algo depois das provas de hoje, mas aqui estou eu, esperando dar a hora para entra numa prova que não me sinto preparada pra fazer, escrevendo.
Uma das provas, a mais difícil – e, por conseqüência, a que eu mais tinha estudado – ficou para amanha, o professor adiou. E eu devia mesmo estar estudando, mas com esse monte de mosquito aqui não dá. Eu não consegui me concentrar com essas coisas voando na minha cara. E eu não quero ir pra sala de IDPP agora, porque aquele maníaco vai estar lá.
Faz muito tempo que eu não escrevo de verdade, pelo menos nada que seja curto e só por blog. Por esses dias, deu a coceirinha gostosa pra escrever de novo. Não sei o porquê, mas acho que é porque muita coisa mudou, e mudou para melhor.
Já estamos em maio e esse mês é aniversario da minha mãe e dia das mães, acabei indo a falência para comprar o presente duplo dela. Nesse mês acabou também o meu contrato com a prefeitura, mas já foi renovado, graças a deus. E teve a parada gay também, embora o verdadeiro nome disso seja ‘Movimento de Conscientização Homossexual’ – e vou te contar uma coisa: são os homossexuais que precisam ser conscientizados, sexo explicito no meio da rua não vai ajudar em nada o Movimento deles. Como resultado da falta de respeito que os gays, lesbicas e simpatizantes demonstraram, a Igreja Católica, juntamente com a Betesda, irá entrar com uma ação judicial contra tal movimento. O motivo? O movimento estava acontecendo de frente as duas igrejas na hora da missa/culto e de acordo com a Constituição Federal, art.5°, VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;  - ou seja háhá pros otários que fizeram besteira.
Outra coisa que aconteceu esses dias foi um a manifestação estudantil aqui na universidade, pois estão reformando o estacionamento e o DCE não concorda com isso, quer que a verba seja mandada para a construção de um restaurante universitário e uma residência universitária, tendo em vista que grande parte dos estudantes daqui vêm de outros municípios todo dia, encarando horas de ônibus.
Fico feliz que o movimento estudantil não tenha morrido, mas acho que eles não têm razão para criticar a falta de prioridade nas reformas, porque o DCE também não tem suas prioridades bem definidas. O restaurante não tem cabimento ser construído agora, pois aqueles que deveriam se beneficiar dele não ficam na cidade até a hora do almoço ou chegam depois da janta, a residência universitária seria uma boa e tal, mas será que o DCE é cego?
As salas de aula de quase todos os cursos precisam de reformas, os CCH que o diga, com rachaduras nos corredores. As salas de administração estão sendo tomadas pelo SALITRE, a Pedagogia é um curso sem terra, por assim dizer. O campus Betânia tem um terreno baldio imenso, que só serve pra juntar mato. O ideal seria pegar a droga do dinheiro e construir um novo prédio, seria melhorar o que já temos. As bibliotecas são desatualizadissimas, a de Direito tem livros de Direito Civil anteriores a 1990.  O DCE tem que rever as suas prioridades, pra mim pelo menos.
Entaao, acho que por enquanto vai ser só isso, porque minha prova começa jaja
Na prox. Falo das musicas que têm me assombrado.

XOXO

Pedaços Soltos 1.0

 





O julgamento terminara. Condenada. Sentenciada a desaparecer.
Quando? No próximo por do sol.
Em doze horas, não existiria mais. Ali, de onde estava, podia ver o Vale dos Mortos. Um lugar sagrado para Ashley, afinal, ainda era ela a única que poderia entrar ali sem medo de enlouquecer. Porque ela era Sua Senhora.
A porta abriu-se, deixando entrever a pessoa que ela menos queria ver: Seu digníssimo marido, ainda vestido com as roupas do casamento, assim como ela. Ashley lançou-lhe seu melhor olhar ‘não chegue perto se não quiser morrer’, mas Alain não se intimidou com aqueles olhos nublados, foi chegando cada vez mais perto, decifrando cada sentimento que os olhos dela exprimiam. Nenhum o fez parar. Até notar que a nuance mudara sutilmente do cinza para o amarelo-gato, e a expressão dela era de nojo. Asco puro.
- Ash...
O olhar dela se apertou. A mensagem era clara: fora!
E não era um fora qualquer. Era um fora total: fora do quarto, do castelo, da vida dela.
- Não tão fácil, garotinha. Não sairei daqui sem um bom motivo. – A tática dele era simples: ela teria de falar com ele, mesmo que para brigar.
  Só que ela estava um passo a frente dele. Cabeça dura como era, Ashley já havia se preparado para essa tentativa fajuta de conversa. Olhando-o com aqueles olhos, ela bombardeou a mente de Alain com as cenas que vira quando fora procurá-lo. E as colocou lá com toda a força possível. Era como se perfurasse a mente dele com facas cegas.
Ele caiu de joelhos, mas não tentou impedir. De qualquer maneira, não havia como, pois uma vez que ele permitira o acesso dela em sua mente, não havia como voltar atrás.
E ela não foi piedosa. Cada ponta de ódio que ela sentiu voltava-se para ele com violência. Os gritos dele, com toda certeza, poderiam ser ouvidos por todo o castelo.
Na mente de Alain, ele via o momento em que Ashley decidira procurá-lo...

Saindo do salão, meio andando, meio correndo com um sorriso nos lábios, o olhar de quem ia fazer uma travessura. Olhava ansiosamente para os lados, procurando alguém, procurando ele.
O vestido que usara na cerimônia pública havia sido encurtado, a saia negra agora mal chegava ao meio de suas coxas, abrindo-se por cima das inúmeras anáguas. As botas altíssimas haviam sido trocadas por sapatilhas de bailarina negras, e, de suas espadas, nem sinal. A tiara prateada estava em uma das mãos, mas logo desapareceu também. Era como se ela quisesse que todos os detalhes que lembrassem à rainha não estivessem ali.
E então, quando começava a preocupar-se, viu movimentos nos arbusto, logo após a entrada do labirinto. O sorriso dela agora era algo largo, algo raro de se ver.
E então ela chegou onde ele estava. E, como um espelho quebrando, seu sorriso desfez-se, e as lágrimas alcançaram seus olhos agora azuis, devido à tristeza. De azul, foram a vermelho, até as chamas que queimavam neles pudesse quase ser sentida.
Alain, encostado numa das sebes, segurando Sasha pela cintura, olhos fechados e a boca ocupada em beijar a loira.


MUSICA: COLLIDE

A água que saia das fontes evaporaram, as árvores tornaram-se mais secas, como que o outono estivesse se aproximando. E então, tão calada como chegara ali, Ashley correra na direção contrária, a que levava ao Vale dos Mortos, ou Vale da Morte, dependendo de quem chamava.
E lá ela deixou que as lagrimas finalmente caíssem, sentada nas raízes de árvores milenares, com aquelas sombras indo e vindo, sem, entretanto, fazer mal a ela. Claro. Era a Senhora deles.

Mas alguma coisa mudou nas lembranças de Ash, e Alain sentiu que ela não queria que ele soubesse.  Por esse único motivo, ele forçou sua entrada.
Não conseguiu muita coisa, é claro. Assim como ela não conseguiria com a dele.
Mas conseguiu o bastante.

Dois corpos, nus, entrelaçados em uma cama.

- Quem era? – Ele pensou que valia a pena forçar a barra. Se não fosse uma informação valiosa, a pequena megera não o teria tirado de lá tão rápido.
- Ninguém. – Ela quase cuspiu a palavra.
- Tinha mais gente do que ‘ninguém’ ali.
- Não era nada que você precise saber. Para falar a verdade, você não precisa saber de nada, mesmo. Em menos de doze horas poderá curtir sua liberdade novamente.
- O que você quer dizer com isso? – Ele levantou a sobrancelha. – Se você não lembra, o divórcio aqui só acontece com um advogado: A Morte.
- Eu sei quais as leis que regem meu reino, muito obrigada. – Ela resmungou. – Sei até melhor do que você.
- A claro, a Madame-sabe-tudo é sempre a mais informada. Então me diga, como vai me matar? Porque eu não pretendo me deixar morrer assim tão fácil, sabe?
- E quem perderia seu tempo tentando matar um traste inútil que nem você? – A rainha desdenhou, mas a voz dela tremia.
Ele demorou demais para entender o que havia ouvido, e, quando entendeu, Ashley havia deixado o quarto pela janela.
Seria ela a executada. E ele nem mesmo sabia.